sábado, 14 de maio de 2016

Representação e Experiência Presencial

Antes de realizarmos a visita ao Parque Municipal, foi solicitado pelos professores que, por meio do Google Street View, visitássemos virtualmente o parque e seus arredores (Avenida Afonso Pena, Rua da Bahia, Avenida dos Andradas). Dessa forma, quando visitamos presencialmente o parque pudemos relacionar a percepção sócio-espacial via representação com a presencial.

A representação mediada pelas ferramentas digitais é um grande avanço na sociedade e contribui para que, de certa forma, possamos conhecer um local sem necessariamente visitá-lo. Contudo, pudemos notar que o processo de visitação por esse meio, normalmente, não oferece experiências sensoriais e sociais ao indivíduo. Ao estar no Parque Municipal, por exemplo, pude notar que lá é um local com boa circulação de ar, as árvores filtram a quantidade de luz que atinge o solo, então algumas partes são mais iluminadas que outras, as folhas das árvores caiam, havia sons de pássaros cantarolando, pessoas caminhavam, etc. A visualização pelo meio digital, no entanto, não me provocou nenhuma dessas sensações e experiências, mas ao contrário, no momento da captura das imagens havia poucas pessoas no parque, o que inicialmente me passou a ideia de um local vazio e sem utilização por parte da população.

Por outro lado, a visitação por meio do Street View possibilitou-me a percepção de detalhes e ornamentos de alguns prédios nos arredores que eu ainda não havia percebido, mesmo passando pelo local diariamente.


As duas formas de enxergar a paisagem, portanto, possuem pontos positivos. Na minha opinião, a representação pelo meio digital é importante pois possibilita expandir nossa percepção para locais que não podemos visitar ou que gostaríamos de analisar cuidadosamente. Porém, a experiência presencial ainda é mais rica por possibilitar a identificação do indivíduo com o local por meio das experiências sociais e sensoriais apreendidas no mesmo. 

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