sexta-feira, 27 de maio de 2016

Discussão Galeria Inhotim

A galeria escolhida pelo grupo durante a visitação ao museu Inhotim foi a de Adriana Varejão. 

Fonte: Youtube

Ao adentrar o pavilhão é possível visualizar no centro uma espécie de meia parede na qual estão representados vísceras e pedaços de carne humana. A ideia que se tem ao olhar para essa obra é que os pedaços estão presos, que foram de alguma forma prensados. Nesse primeiro pavimento é possível perceber também o jogo de iluminação natural e artificial utilizado pela artista. No fim do primeiro pavimento há uma escada que dá acesso ao segundo andar. 

Fonte: Inhotim

Fonte: Jóia Bergamo Blog

O segundo pavimento apresenta pinturas monocromáticas (azul) em paredes azulejadas brancas. Ao se deparar com a obra, a impressão gerada é de que a autora tenta representar um mar ou algo relacionado à água e como há rachaduras em alguns dos azulejos, parece que a água está querendo sair, explodir da parede e inundar o prédio. 

Fonte: Acrítica.com

A saída para o terceiro pavimento é bastante interessante. Inicialmente têm-se um corredor com paredes altas, estreitas e cinzentas que lembram um presídio e ao final deste labirinto chega-se a um andar mais externo no qual há um banco de azulejos brancos com representações de diversas espécies de pássaros, ou seja, dando uma ideia de liberdade. 

Fonte: Arcoweb

De forma geral, a opinião à que o grupo chegou foi que o pavilhão apresenta estágios: no primeiro pavimento têm-se uma estrutura presa, encurralada, no segundo algo que está preso mas quer libertar-se, que está tentando sair, e no terceiro finalmente encontra-se a liberdade.

A descrição da obra foi lida pelo grupo apenas ao final da visitação e discussão sobre as obras. Dessa forma, chegamos à conclusão de que as ideias apresentadas na descrição complementam o que já havíamos discutido, portanto, a descrição não atrapalha a obra, no entanto, deve ser lida ao final para que não interfira na interpretação por parte do visitante.

Em relação ao conjunto obra e estrutura do prédio, uma crítica seria que a galeria foi construída de uma maneira muito finalística, há um caminho bem delimitado para a visitação da obra. Ao fim de cada pavimento há uma única escada que deve ser utilizada para acesso ao restante da obra. Isso enfraquece o processo de visitação no sentido de que não abre possibilidade para exploração por parte do visitante, ou seja, ficando bem distante de algo programático.


Outra crítica feita pelo grupo é em relação ao terceiro pavimento. É possível perceber que a ideia da artista neste andar era gerar uma sensação de liberdade no visitante, porém, essa liberdade fica um pouco restrita, já que há uma meia parede delimitando o espaço e, quando se está sentado no banco a visão do horizonte fica restrita. Além disso, no terceiro pavimento poderia ter-se instalado uma saída do pavilhão para que o visitante não tivesse que adentrar novamente os demais pavimentos. 

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