A galeria escolhida pelo grupo
durante a visitação ao museu Inhotim foi a de Adriana Varejão.
Fonte: Youtube
Ao adentrar o
pavilhão é possível visualizar no centro uma espécie de meia parede na qual
estão representados vísceras e pedaços de carne humana. A ideia que se tem ao
olhar para essa obra é que os pedaços estão presos, que foram de alguma forma
prensados. Nesse primeiro pavimento é possível perceber também o jogo de
iluminação natural e artificial utilizado pela artista. No fim do primeiro
pavimento há uma escada que dá acesso ao segundo andar.
Fonte: Inhotim
Fonte: Jóia Bergamo Blog
O segundo pavimento
apresenta pinturas monocromáticas (azul) em paredes azulejadas brancas. Ao se
deparar com a obra, a impressão gerada é de que a autora tenta representar um
mar ou algo relacionado à água e como há rachaduras em alguns dos azulejos,
parece que a água está querendo sair, explodir da parede e inundar o prédio.
Fonte: Acrítica.com
A
saída para o terceiro pavimento é bastante interessante. Inicialmente têm-se um
corredor com paredes altas, estreitas e cinzentas que lembram um presídio e ao
final deste labirinto chega-se a um andar mais externo no qual há um banco de
azulejos brancos com representações de diversas espécies de pássaros, ou seja,
dando uma ideia de liberdade.
Fonte: Arcoweb
De forma geral, a opinião à que o grupo chegou
foi que o pavilhão apresenta estágios: no primeiro pavimento têm-se uma
estrutura presa, encurralada, no segundo algo que está preso mas quer
libertar-se, que está tentando sair, e no terceiro finalmente encontra-se a
liberdade.
A descrição da obra foi lida pelo
grupo apenas ao final da visitação e discussão sobre as obras. Dessa forma,
chegamos à conclusão de que as ideias apresentadas na descrição complementam o
que já havíamos discutido, portanto, a descrição não atrapalha a obra, no
entanto, deve ser lida ao final para que não interfira na interpretação por
parte do visitante.
Em relação ao conjunto obra e
estrutura do prédio, uma crítica seria que a galeria foi construída de uma
maneira muito finalística, há um caminho bem delimitado para a visitação da
obra. Ao fim de cada pavimento há uma única escada que deve ser utilizada para
acesso ao restante da obra. Isso enfraquece o processo de visitação no sentido
de que não abre possibilidade para exploração por parte do visitante, ou seja,
ficando bem distante de algo programático.
Outra crítica feita pelo grupo é
em relação ao terceiro pavimento. É possível perceber que a ideia da artista neste
andar era gerar uma sensação de liberdade no visitante, porém, essa liberdade
fica um pouco restrita, já que há uma meia parede delimitando o espaço e,
quando se está sentado no banco a visão do horizonte fica restrita. Além disso,
no terceiro pavimento poderia ter-se instalado uma saída do pavilhão para que o
visitante não tivesse que adentrar novamente os demais pavimentos.





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