Para
a elaboração da primeira ideia do objeto interativo, inicialmente listei
algumas características que para mim aproximavam as pessoas, sendo que dentre
elas coloquei a música, arte e dança. Dentre essas decidi então que trabalharia
com a música.
O
objetivo do meu objeto era que as pessoas, ao interagirem com ele e entre elas,
criassem um espaço sonoro e visual; além disso, o objeto poderia ser utilizado
individualmente ou em grupo, no entanto, a experiência seria mais rica e
divertida se mais pessoas estivessem participando.
A
primeira ideia que me veio à mente foi a elaboração de uma estrutura composta
de pêndulos em diferentes alturas e cada um corresponderia a um som diferente
quando tocado, e também acenderia uma luz de led. As luzes de led estariam
contidas em uma caixa retangular. Assim, quanto mais pessoas participassem,
mais complexa seria a construção do espaço.
1ª Maquete do Objeto Interativo
Contudo,
após uma rodada de críticas aos objetos, percebi que a estrutura estava
limitando meu objeto interativo, então resolvi retirá-la e deixar as bolinhas
soltas. Mas ainda não estava satisfeita com a estrutura e pensei que, ao invés
de bolinhas, poderia utilizar de outras formas que pudessem ser “tocadas” de
mais de uma forma, pensei então em estruturas parecidas com pirâmides e
pentágonos.
A
caixa retangular de certa forma também estava me incomodando, então resolvi
trocá-la por um semi-círculo. Enquanto pensava em outras formas de alterar meu
objeto, recordei-me de ter visto um vídeo na internet que mostrava a construção
de um espelho infinito. Tive a ideia então de adicionar ao semi-círculo, onde
estarão os leds, uma espécie de um espelho infinito. Além de tornar o objeto
mais interessante, isso também ajudaria a complexificar a interação entre as
pessoas, pois enquanto uma interagisse com o objeto criando o espaço, a outra
poderia visualizar o efeito no espelho infinito, mas como os leds estariam
distribuídos entre os pentágonos e pirâmides, o efeito completo do espelho
infinito só poderia ser visualizado se mais pessoas estivessem participando.
Após
uma nova rodada de críticas decidi que não usaria mais o espelho infinito e que
focaria em espacializar as interações. Para isso, ao invés de concentrar os
efeitos gerados pela manipulação dos objetos no semi-círculo, decidi abrir mais
possibilidades e permitir que o efeito também pudesse ser gerado sobre o objeto
em poder de outra pessoa. Dessa forma, por exemplo, a pessoa que está com a
pirâmide 1 pode tocar uma face e gerar um som no semi-círculo, mas se ela
utilizar um ímã em um reed switch em outra face de sua pirâmide, pode acender
um led na pirâmide 2 que está com outro colega. Neste momento estou trabalhando
na esquematização dos circuitos que irão compor o objeto e permitir a interação
e criação do espaço pelos usuários.



