sexta-feira, 22 de abril de 2016

Objeto Interativo

Para a elaboração da primeira ideia do objeto interativo, inicialmente listei algumas características que para mim aproximavam as pessoas, sendo que dentre elas coloquei a música, arte e dança. Dentre essas decidi então que trabalharia com a música.

O objetivo do meu objeto era que as pessoas, ao interagirem com ele e entre elas, criassem um espaço sonoro e visual; além disso, o objeto poderia ser utilizado individualmente ou em grupo, no entanto, a experiência seria mais rica e divertida se mais pessoas estivessem participando.

A primeira ideia que me veio à mente foi a elaboração de uma estrutura composta de pêndulos em diferentes alturas e cada um corresponderia a um som diferente quando tocado, e também acenderia uma luz de led. As luzes de led estariam contidas em uma caixa retangular. Assim, quanto mais pessoas participassem, mais complexa seria a construção do espaço.

1ª Maquete do Objeto Interativo 

Contudo, após uma rodada de críticas aos objetos, percebi que a estrutura estava limitando meu objeto interativo, então resolvi retirá-la e deixar as bolinhas soltas. Mas ainda não estava satisfeita com a estrutura e pensei que, ao invés de bolinhas, poderia utilizar de outras formas que pudessem ser “tocadas” de mais de uma forma, pensei então em estruturas parecidas com pirâmides e pentágonos.

A caixa retangular de certa forma também estava me incomodando, então resolvi trocá-la por um semi-círculo. Enquanto pensava em outras formas de alterar meu objeto, recordei-me de ter visto um vídeo na internet que mostrava a construção de um espelho infinito. Tive a ideia então de adicionar ao semi-círculo, onde estarão os leds, uma espécie de um espelho infinito. Além de tornar o objeto mais interessante, isso também ajudaria a complexificar a interação entre as pessoas, pois enquanto uma interagisse com o objeto criando o espaço, a outra poderia visualizar o efeito no espelho infinito, mas como os leds estariam distribuídos entre os pentágonos e pirâmides, o efeito completo do espelho infinito só poderia ser visualizado se mais pessoas estivessem participando.

Após uma nova rodada de críticas decidi que não usaria mais o espelho infinito e que focaria em espacializar as interações. Para isso, ao invés de concentrar os efeitos gerados pela manipulação dos objetos no semi-círculo, decidi abrir mais possibilidades e permitir que o efeito também pudesse ser gerado sobre o objeto em poder de outra pessoa. Dessa forma, por exemplo, a pessoa que está com a pirâmide 1 pode tocar uma face e gerar um som no semi-círculo, mas se ela utilizar um ímã em um reed switch em outra face de sua pirâmide, pode acender um led na pirâmide 2 que está com outro colega. Neste momento estou trabalhando na esquematização dos circuitos que irão compor o objeto e permitir a interação e criação do espaço pelos usuários.


domingo, 3 de abril de 2016

Evento Cultural - Exposição Iberê Camargo

     O CCBB em parceria com a Fundação Iberê Camargo recentemente realizou uma exposição para comemorar o centenário do pintor, gravador, desenhista, escritor e professor Iberê Bassani de Camargo. São exibidas 121 obras, selecionadas pelo curador Luiz Camillo Osório, produzidas por Iberê a partir de 1950 até seus últimos trabalhos, nos anos de 1990.

      As obras expostas transmitem diversas sensações dentre elas angústia, melancolia, medo, representando um artista dramático e, de certa forma, com um pouco de fúria. A meu ver, de forma geral as pinturas são muito escuras predominando o uso de tons azulados e roxo, e os personagens são representados com traços indefinidos e irregulares. Uma suposição a partir da visualização dessas obras é que o pintor tenta, dessa forma dramática e trágica, expressar a vida do homem moderno que, de forma não rara, é marcada por tristezas e enfermidades. Há também em diversas obras o trabalho com carretéis que busca relembrar um pouco a infância de Iberê. 

 Fonte: Arquivo Pessoal


 Fonte: brasileiros.com.br


Fonte: Revista Símbolo