segunda-feira, 21 de março de 2016

Dinâmica dos objetos: Lógica Programática

Na última aula de projetos (17/03) foi solicitado aos alunos que levassem para uma atividade algum objeto que os representa-se ou refletisse uma característica sua. O objeto que escolhi é uma miniatura da Torre Eiffel em Paris. Justifiquei minha escolha a partir de minha característica de pessoa sonhadora e pelo fato de que tenho a intenção de viajar por muitos países e conhecer novas pessoas e culturas. Posteriormente relacionei meu objeto com a almofada, pela descrição da Luiza de que aquela reflete uma personalidade divertida e descontraída com a qual me identifico, e com o rádio por refletir uma pessoa extrovertida e sem timidez, que seria uma característica que gostaria de acrescentar a minha personalidade. O primeiro objeto foi escolhido, por tanto, com base na lógica causalística e o último por meio da imagem finalística, uma vez que é possível estabelecer uma relação motivo-meta, ou seja, ele representa uma meta a ser alcançada.

O exercício então seria ao invés de estabelecer uma relação finalística ou causalística entre os objetos, pensar entre eles uma forma de relação programática, que implica uma visão do absurdo e onde o acaso é o conceito fundamental. Deve-se levar em consideração, no entanto, que a própria rede criada entre os vários objetos possui uma relação programática, pois cada pessoa escolheu um objeto por um motivo específico.

O objeto escolhido por mim desempenha a função de objeto representativo e decorativo. Já a Torre Eiffel em si foi construída para celebrar o centenário da Revolução Francesa e, atualmente, é utilizada como ponto turístico abrigando lojas, restaurantes e também servindo como antena para a transmissão de programas de rádio e televisão.

Ao considerar a Torre Eiffel em si e relacioná-la ao rádio (música) e a almofada (ideia de conforto) ela poderia servir, por exemplo, para a realização de um show de rock ou um acampamento, que são ideias absurdas se considerarmos suas atuais funções e o motivo pela qual foi construída. No entanto, ainda que a torre não tenha sido construída para os fins propostos, ela poderia ser utilizada porque sua estrutura permite desempenhar diferentes funções.


Além disso, foram conectados a torre outros objetos tais como uma bolsa vermelha, uma pedra e um protetor nasal. Estabelecendo uma relação com a torre como objeto, esta poderia, por exemplo, ao ser combinada a alça da bolsa ser utilizada como uma corda com gancho; ou poderia se utilizar o protetor nasal para criar um “gancho” na torre possibilitando que ela seja pendurada, anexada a outros objetos,  etc. 

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