Narrado
de uma forma irônica, uma vez que o papel de narrador é atribuído
a uma mesa redonda, o texto “Animação Cultural” de Vilém
Flusser aborda uma discussão dos objetos a respeito de uma revolução
contra os homens para a libertação daqueles. Desse
modo,
a revolução propõe a inversão da relação homem-objeto, em
que,
ao
invés do funcionamento dos objetos dar-se em função da humanidade,
esta passaria a funcionar de acordo com o funcionamento dos próprios
objetos.
De fato, como proposto na revolução dos objetos, nota-se que principalmente no século XXI a humanidade já apresenta uma grande dependência dos objetos, pois, apesar de estes terem sido desenvolvidos para facilitar e ajudar os homens em suas atividades, no contexto atual adquiriu a função de animador da humanidade já iniciando-se o processo de inversão de papéis. Essa ideia é visível principalmente quando observa-se a função da tecnologia no cotidiano das pessoas; a maior parte delas não imagina-se em um mundo sem os eletrônicos, sem que se possa utilizar um smartphone.
É
interessante observar também o condicionamento simultâneo de
fenômeno animado e inanimado que os objetos assumem. Um objeto,
portanto, sempre possuirá função nestes dois campos. Uma pintura
ou obra de arte, por exemplo, ao mesmo tempo que possui uma função
estética funciona também como um plano por meio do qual o artista
expressa uma ideia ou emoção.
Após a análise do texto realizada pelos demais colegas, pude notar que muitos dos textos apresentavam uma abordagem semelhante em relação ao atual contexto de dependência dos objetos pelo homem, de maneira que aqueles têm passado de ferramentas a metas, como abordado pelo Marcus.
Após a análise do texto realizada pelos demais colegas, pude notar que muitos dos textos apresentavam uma abordagem semelhante em relação ao atual contexto de dependência dos objetos pelo homem, de maneira que aqueles têm passado de ferramentas a metas, como abordado pelo Marcus.
Contudo, ao contrário do que aborda alguns outros colegas, a meu ver, ainda que o processo de inversão de papéis homem-objeto tenha sido iniciado, a revolução não poderia ser concluída, já que a humanidade possui uma capacidade subjetiva que é superior a dominação objetiva proposta pelo objetos.
Texto após complementação com ideias dos colegas:
De fato, como proposto na revolução dos objetos, nota-se que
principalmente no século XXI a humanidade apresenta uma grande
dependência em relação aos objetos. Apesar de estes terem sido
desenvolvidos para facilitar e ajudar os homens em suas atividades,
no contexto atual adquiriu a função de animador da humanidade,
determinando o ritmo da vida cotidiana e tornando-se sinônimo de
felicidade ou êxito. Essa ideia é visível principalmente quando
observa-se a função da tecnologia no cotidiano das pessoas; a maior
parte delas não imagina-se em um mundo sem os eletrônicos, sem que
se possa utilizar um smartphone, o que também contribui para tornar as relações entre os indivíduos superficiais
Este cenário leva-nos a pensar no processo de inversão de papéis como algo já iniciado. No entanto, a revolução dos objetos sobre os seres humanos não poderia ser concluída, pois a humanidade possui uma capacidade subjetiva que é superior a dominação objetiva proposta pelos objetos. Em uma outra linguagem, como especificado pela Scheilla, os objetos não poderiam ser protagonistas da sociedade pois ainda necessitam do homem para sua inclusão.
É interessante observar também o condicionamento simultâneo de fenômeno animado e inanimado que os objetos assumem. Um objeto, portanto, sempre possuirá função nestes dois campos. Uma pintura ou obra de arte, por exemplo, ao mesmo tempo que possui uma função estética funciona também como um plano por meio do qual o artista expressa uma ideia ou emoção.
Este cenário leva-nos a pensar no processo de inversão de papéis como algo já iniciado. No entanto, a revolução dos objetos sobre os seres humanos não poderia ser concluída, pois a humanidade possui uma capacidade subjetiva que é superior a dominação objetiva proposta pelos objetos. Em uma outra linguagem, como especificado pela Scheilla, os objetos não poderiam ser protagonistas da sociedade pois ainda necessitam do homem para sua inclusão.
É interessante observar também o condicionamento simultâneo de fenômeno animado e inanimado que os objetos assumem. Um objeto, portanto, sempre possuirá função nestes dois campos. Uma pintura ou obra de arte, por exemplo, ao mesmo tempo que possui uma função estética funciona também como um plano por meio do qual o artista expressa uma ideia ou emoção.
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